Contexto

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Aumento nas Tarifas

O ano de 2015 foi marcado por eventos regulatórios de ajustes tarifários visando reestabelecer o realismo tarifário, considerando reais condições de geração de energia e encargos setoriais. As contas de energia elétrica da AES Eletropaulo tiveram um aumento acumulado de mais de 70% no ano, resultado dos seguintes fatores:

Bandeiras tarifárias

Em vigor desde janeiro de 2015, o sistema de bandeiras tarifárias foi criado para cobrir os custos adicionais que surgem a partir do acionamento de usinas termoelétricas, mais caras. A bandeira tarifária em vigor é sinalizada mensalmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), de acordo com informações prestadas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), e depende da condição hidrológica dos reservatórios usados para geração hídrica.

A bandeira vermelha vigorou ao longo de todo o ano de 2015.

Em janeiro de 2015, o valor da bandeira vermelha iniciou em R$ 0,030 por kWh consumido. Em março, este valor passou para R$ 0,055 por kWh consumido. Isto porque até fevereiro de 2015 as bandeiras tarifárias consideravam somente os custos variáveis das usinas térmicas que eram utilizadas na geração de energia. A partir de março de 2015, com o aprimoramento do sistema, passou a cobrir outros custos de geração que variam conforme o cenário hidrológico.

Em setembro de 2015, o valor da bandeira tarifária vermelha passou de R$ 0,055 por kWh consumido, para R$ 0,045. Essa redução foi definida após o desligamento de 21 térmicas no mês anterior.

Reajustes tarifários

O reajuste nas tarifas de energia elétrica está previsto nos contratos de concessão e é calculado anualmente pela ANEEL, exceto nos anos em que já ocorre a revisão tarifária periódica. A tarifa é composta por duas parcelas que definem o seu valor total. Quando aplicados os reajustes tarifários, as parcelas são alteradas com base nas seguintes regras:

  • Parcela A: tem o objetivo de restabelecer o poder de compra da receita da distribuidora para fazer frente às variações de custos, os quais não são gerenciáveis pela concessionária. O valor arrecadado é repassado para cobrir tais custos e não fica com a distribuidora.
  • Parcela B: corresponde aos itens de custos gerenciáveis pela distribuidora e é composta pela remuneração*, depreciação e custos operacionais. A parcela B é definida nas revisões tarifárias e reajustada considerando o IGP-M do ano deduzido do denominado “Fator X”, que tem como objetivos compartilhar os ganhos de produtividade com os consumidores e incentivar o aumento da eficiência e a melhoria da qualidade do serviço prestado.

* A remuneração é calculada aplicando-se o WACC (Weighted Average Cost of Capital, ou custo médio ponderado de capital) definido pela ANEEL para o setor na Base de Remuneração Regulatória líquida, esta última formada a partir da avaliação dos ativos da concessionária.

Reajustes extraordinário

Em março de 2015 a ANEEL determinou uma revisão tarifária extraordinária (RTE) para todas as distribuidoras do país. O índice médio desse RTE foi de 32% para os clientes da AES Eletropaulo. Esta medida da agência reguladora serviu para cobrir despesas já assumidas pelas distribuidoras, como custos com aumento de geração de energia – proveniente de fontes termelétricas –, alta da tarifa de energia produzida em Itaipu, e o aumento da Conta de Desenvolvimento Energético.

Revisão tarifária periódica

Em 2015, a ANEEL homologou o 4º ciclo de revisão tarifária (4º CRTP) aplicado à AES Eletropaulo a partir do dia 04 de julho, com efeito médio para os consumidores de 15,23%. O processo de revisão tarifária foi de extrema importância por reconhecer nossas iniciativas na manutenção dos investimentos, eficiência no uso dos recursos e gestão de ativos.


Eventos Climáticos

Segundo especialistas da agência espacial norte-americana (NASA), o fenômeno meteorológico El Niño de 2015/2016 deve ser similar ao de 1997/1998, o mais forte já registrado até hoje. Em períodos de El Niño, as principais mudanças no padrão atmosférico da América do Sul acontecem nos meses de primavera e verão. Uma das principais características da atuação do fenômeno meteorológico no Sudeste é a manutenção de uma atmosfera aquecida, o que deixa as chuvas irregulares, porém com nuvens de tempestade severa, que geram descargas elétricas e ventos fortes.

Em 2015, o número de eventos com rajadas de vento superiores aos 60 km/h – capazes de derrubar galhos ou árvores inteiras – foi 72% superior ao ano de 2013 na área de concessão da AES Eletropaulo.

 Nossos investimentos consideram a adaptação necessária da rede elétrica para suportar os eventos 
climáticos e reduzir as interrupções no fornecimento de energia causadas por ventos, chuvas 
e descargas elétricas, assim como reduzir o tempo de restabelecimento.

Saiba mais sobre as ações no capítulo Satisfação do Cliente.


Qualidade das Distribuidoras

Em 2015, a ANEEL realizou um diagnóstico das 63 distribuidoras de energia do país e identificou oportunidades de melhorias em 16 delas nos indicadores ligados a atendimento, interrupções de energia (DEC e FEC), percepção do cliente (IASC) e segurança.

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As distribuidoras selecionadas pela agência foram convocadas para discutir os itens apontados e apresentar um plano com medidas de aprimoramento do serviço.

Em resposta à solicitação da ANEEL, a AES Eletropaulo reforçou seu plano de investimentos já 
previstos para os próximos anos na qualidade dos serviços. Entre 2015 e 2017 investiremos 
mais de R$ 500 milhões em infraestrutura, manutenção e novas equipes.
 
Saiba mais sobre as ações no capítulo Satisfação do Cliente.