Mudanças climáticas

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A AES Brasil possui um Sistema de Governança de Mudanças Climáticas que inclui os inventários de emissões de gases de efeito estufa das suas empresas, avalia os pontos de vulnerabilidade e propõe medidas de adaptação climática para os negócios.

Em 2014, com a revisão do Planejamento Estratégico Sustentável, a AES Brasil redefiniu suas metas de redução para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e estabeleceu metas específicas para a AES Eletropaulo, AES Sul e AES Tietê, considerando as peculiaridades de cada empresa neste tema.

A estimativa de emissões da AES Eletropaulo é composta, além das fontes diretas, pelas indiretas provenientes do consumo próprio de energia e perdas técnicas e comercias. Este cálculo tem como base o fator de emissão da matriz elétrica brasileira, o que impacta diretamente o inventário da companhia. Para atender à crescente demanda por energia do país frente à estiagem que atingiu parte do território brasileiro, houve acionamento de termoelétricas no SIN (Sistema Interligado Nacional), o que ocasionou o aumento do volume das emissões indiretas de gases de efeito estufa.

Considerando este cenário e as limitações em estabelecermos metas absolutas de redução de emissões, foram definidas para o ciclo de 2015 a 2019 metas de redução de perdas e consumo próprio de energia elétrica, em unidades de energia, viabilizando a gestão de aspectos que contribuem diretamente para nossas emissões indiretas (escopo 2).

Entendemos que os esforços para reduzir as emissões de escopo 1 já foram realizados, sendo predominante o uso de combustíveis renováveis pela frota própria, principal fonte emissora deste escopo. Além disso, a companhia mantém medidas preventivas, com revisões programadas, previstas em políticas internas de gestão de veículos da frota operacional.

Declaração de Compromissos em Mudanças Climáticas

Em 2015, lançamos uma declaração composta por um conjunto de diretrizes de mitigação, adaptação, inovação, engajamento e comunicação sobre o tema. O documento direciona os negócios da AES Brasil rumo a uma economia de baixo carbono, juntamente com a cadeia de valor, parceiros e demais empresas do setor. Clique aqui para acessar o documento.

Emissões de gases de efeito estufa

GRI EN15 | EN16 | EN17

As metas de redução, em unidades de energia, e as emissões evitadas podem ser observadas na tabela a seguir:

Meta Resultado em 2015
Evitar as emissões de CO2e a partir da redução de 4 mil MWh de energia elétrica referente ao consumo próprio e 26,4 mil GWh* de perdas globais até 2019 Evitamos as emissões de 50.481tCO2e** com a redução de:

– 405,2 GWh de perdas globais

– 626 MWh de consumo próprio de energia elétrica

* Projeção total de perdas técnicas e comerciais acumuladas até 2019.
** Toneladas de CO2 equivalente.

Seguindo o mesmo raciocínio utilizado para estimar as emissões evitadas pela redução do consumo próprio de energia, foram comparadas as perdas globais de 2015 em relação ao ano de 2014.

A redução de perdas, especialmente as técnicas, decorreu, principalmente, devido à situação econômica do país, mediante a redução do consumo de energia por parte dos consumidores.

A redução das perdas comerciais está diretamente relacionada aos esforços e resultados dos Programas de Eficiência Energética que a AES Eletropaulo desempenha quanto às emissões de gases do efeito estufa e por isso a importância de demonstrá-los em unidades de energia. Em 2015, 40.814 MWh foram economizados com a implantação de projetos de eficiência energética, o que evitou a emissão de mais 5.077tCO2 e para a atmosfera.

Considerando as fontes diretamente controladas pela AES Eletropaulo (escopo 1), em 2015, foram emitidas o equivalente a 6.156tCO2 e em decorrência, principalmente, do consumo de combustíveis pela frota própria.

As emissões indiretas de escopo 2, correspondentes ao consumo próprio de energia para a realização das atividades da organização e perdas globais (técnicas e comerciais), totalizaram, em 2015, o equivalente a 569.420tCO2 e, calculadas com base nos fatores mensais de emissão da matriz elétrica nacional.

O fator de emissão de 2015 corresponde ao segundo maior de todos os fatores já registrados desde 2006, primeiro ano de publicação pelo governo brasileiro. A variabilidade do fator de emissão da matriz elétrica inviabiliza o acompanhamento das metas de redução com relação ao consumo de energia e perdas se comparados os volumes das emissões entre períodos.

As emissões de escopo 3 (outras emissões indiretas) correspondem àquelas provenientes do total de energia distribuída pela companhia aos consumidores ao longo do ano.

A tabela a seguir apresenta o volume das emissões de gases de efeito por escopo:

Emissões (tCO2e) 2013 2014 2015
Emissões diretas (E1) 7.158 6.564 6.156
Emissões indiretas (E2) 494.636 670.818 569.420
Subtotal (E1 + E2) 501.794 677.382 575.576
Emissões indiretas (E3) 4.050.081 6.291.474 4.987.738
Total 4.551.875 6.968.856 5.563.314


Clique aqui para acessar o inventário de gases de efeito estufa da empresa.


COP21 e o setor elétrico

Em 2015, a COP21, também conhecida como Conferência Climática de Paris, reuniu 195 países dos quais 185 apresentaram suas promessas de compromissos climáticos.

Estudos apontam que essas promessas são insuficientes para limitar o aquecimento global em 2°C, e demonstram, no melhor cenário, a elevação de 3°C, ou seja, o dobro do limite proposto no Acordo de Paris: 1,5°C.

O Brasil apresentou o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, além de sinalizar medidas adicionais como o alcance de 10% de ganhos de eficiência no setor elétrico até 2030.

A AES Brasil colabora ativamente para que o país vá além das metas propostas, por apresentar um perfil de geração de energia predominantemente renovável e manter seus programas de eficiência energética oferecendo orientações e alternativas para evitar o desperdício de energia elétrica.